Confira o artigo enviado pelo taikonauta Aggelus.
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Estrelas: testemunhas mudas dos conflitos humanos desde que o primeiro homem matou seu irmão. Pedras, lâminas, armas de fogo; agora, naves avançadas. Alguns matando em nome de uma suposta liberdade; outros, pelo simples lucro.
Agora cruzo o espaço em lugar chamado Cemitério, matando para não ser morto; mas essa não é só a minha história. Tento não ser como esses pilotos que só querem vangloriar-se dos seus feitos à custa da liberdade, seja a deles ou de outros. Não é o que eu quis quando deixei o Consortium, abraçando a causa renegada. Meu olhar vai mais longe, foca no amanhã, baseado no que acontece hoje.
Muitos se espantaram quando eu troquei de lado, por assim dizer. "Traidor" foi a palavra mais simpática que usaram, a princípio. O que eles nunca entenderam é que não estou do lado deles e nem contra eles: estou do lado da humanidade, zelando pela continuidade - seja ela qual for.
Eu recebi um presente que me deu longevidade. Muitos o viram como uma maldição; eu o vejo como uma oportunidade, a qual uso pelo bem da maioria. Há algo de errado em tudo isto: nessa guerra, nessa matança e destruição sem sentido. O Arquivista tentou me alertar, íamos nos encontrar pra ele esclarecer os fatos, mais foi morto antes disso. Queima de arquivo, como dizem.
Mal estar é o que sinto quando penso nisso tudo. Tenho certeza de que é mais do que aparenta, não são só pessoas lutando pelos seu lares e famílias, induzidas pela situação em que se encontram. Alguém puxa os fios nessa guerra; o porquê ainda me escapa.
Não sou uma marionete, nem essas pessoas são peões em um jogo doentio. Tenho pistas e indicações - as peças estão aí fora, é só juntá-las. É o que devo fazer. Espero não encontrar o que eu imagino, porque, se for assim, serei obrigado a agir. Pelo bem de todos.