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Entenda os conflitos em Loki.
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Lembro do tempo em que eu voava por Loki com toda a liberdade, podendo minerar à vontade, de acordo com meus próprios planos. Depois da chegada do Consortium, no entanto, tudo mudou - na minha opinião, para pior. Vou mostrar o que aconteceu com a chegada da Halitech na região e a realidade que precisamos enfrentar nos dias de hoje.

Loki
Setor: Barnard - Sistema: 61 Cygni - Região Loki

Ganhadores

Situação cosmopolítica da região

Loki leva, de longe, o prêmio de região que mais sofreu nas últimas décadas com a ferida aberta provocada pela chegada do Consortium. Antes mesmo dos surtos de desordem causados pela série de eventos que ficaram conhecidos como Catástrofe Barnardiana, uma corporação consorciada já se instalava nas entranhas dessa região. A Estação Utgard e a estação-refinaria anexa à colônia foram construídas como braços da Halitech, corpos estranhos em 61 Cygni. Os conflitos entre os recém chegados do Núcleo, as comunidades locais e grupos organizados de outras regiões podem ser comparados como infecções recorrentes, que se disseminam com mais força a cada reincidência.

O caos gerado durante os primeiros dias após a primeira explosão foi a chance que os expatriados esperavam para botar seus planos de vingança em prática. A refinaria anexa a Utgard foi ocupada. Sob a carapuça de detentores autênticos da região, os expatriados começam a se organizar para ocupar também a colônia de Utgard. A Halitech foi obrigada a pedir ajuda, dessa vez, acionando o Consortium. A Patrulha chegou com toda a sua força. Ao lado de seguranças, grupamentos da Patrulha Estelar iniciaram a operação de retomada da refinaria. Então aconteceu a segunda explosão. Todos os lados sofreram graves perdas.

A Patrulha concluiu a instalação de um Posto Avançado em Loki e deixou a segurança da região sob responsabilidade da Halitech. Ofensivas nas regiões fronteiriças de 61 Cygni viraram prioridade. Veteranos da Batalha por Utgard, os sobreviventes da segunda explosão foram aceitos como funcionários da refinaria. Após muitas rodadas de negociação, a Halitech assinou um programa de imigração. Segundo o Tratado de Cotas de Barnard, aprovado pelo Consortium, Patrulha e Hoplon Trust, para cada dois forasteiros contratados, a Halitech deveria admitir um expatriado em seus quadros, ou, na pior das hipóteses, credenciar um minerador de outra região como extrator terceirizado.


Quem é quem na região?

O histórico de rejeição contra a bandeira de ordem e o progresso levantada pela Halitech em Loki vem de longa data. Já no início dos investimentos da Halitech na região, a presença de drones Sentinelas não agradou as companhias mineradoras de Loki, mas só assim foi possível garantir a integridade das estações Colônia, Fábrica e Refinaria. Então, os mineradores locais se revoltaram contra os funcionários da Halitech - Civis do Núcleo recém contratados como supervisores das fábricas e refinarias da corporação. Vistos como forasteiros, tecnicamente mais qualificados e bem pagos do que os barnardianos, os civis foram obrigados a transitar por Loki escoltados por Seguranças subcontratados da Behemoth pela Halitech.

Os ataques dos barnardianos de Loki que renegaram, ao pé da letra, a industrialização da região aumentaram no mesmo ritmo da truculência das equipes de segurança. No fim, os seguranças conseguiram empurrar a maioria das companhias locais para áreas marginais de Loki ou mesmo para outras regiões. As esquadrilhas de segurança, formadas, em sua maioria, por belters oriundos de Alpha Centauri, foram incorporadas como um departamento da Halitech. Os líderes das companhias de Loki se refugiaram em Nilus, mas prometeram voltar.

Expatriados mais radicais financiaram milícias armadas com as mais diversas ambições, com a missão de fiscalizar ou impedir a chegada de mais supervisores do que foi acertado. Pilotos sem visto de permanência ou pegos em flagrante minerando em Loki sem certificado podem ser abatidos, com a garantia de que serão clonados e reencarnados em seus habitats de origem ou na Fortaleza da Patrulha. As milícias são aceitas com certa conivência por parte da Halitech, desde que sigam as leis do abate instituídas e não atrapalhem os serviços de reconstrução da região. Milicianos rondam regiões menos policiadas pelos seguranças e próximas dos Portais de saída de Loki, sempre acompanhados de drones programados para atuar como Caçadores de forasteiros. Existem informações de que tanto milicianos quanto expatriados atuam indiretamente contra as regras, através de sabotadores. Caso as suspeitas sejam confirmadas, a Halitech está autorizada a utilizar os serviços de pilotos freelancers para fazer com que os infratores paguem pelos seus crimes.

Agente:

Ingo Valle

Ganhadores
“Podem remodelar meu clone, mas não a minha mente.
Para o espaço com a pátria, os expatriados e patriotas.
E salve-se a humanidade! Hey ho, vamos lá!”


O ressurrecto Ingo Valle comanda as operações de reconstrução da Halitech em Loki. Valle já se considera um barnardiano honorário dessa zona marginal de 61 Cygni. O Punk de Loki, como também é chamado, lê nas entrelinhas da psicologia renegada. Já esteve do outro lado, por isso entende a resistência barnardiana. O visual retrô é uma das características mantidas por Ingo da época em que pregava a desobediência civil na Terra.

Valle se reabilitou na sociedade espacial apenas para deixar para trás boas e más lembranças da Terra. No entanto, a Batalha de Utgard, evento que culminou na destruição da principal estação da região, destroçou também a nova família de Ingo no século XXIII. A maior parte de seus colegas mercenários e parceiros da banda Párias da Periferia morreram e ainda esperam na fila para serem reencarnados em novos clones. Desde então, Ingo Valle acredita no Consortium e dá um duro danado pela Halitech. Só com a reconstrução e pacificação de 61 Cygni, os companheiros de Ingo Valle poderão retornar para o Setor Barnard e, com o apoio da Halitech, retomar o que perderam, vingando-se do grupo de barnardianos renegados que se divide entre os partidários dos Patriotas de Nilus e os terroristas da La Falange.

Ingo acredita que seu papel não é o de simplesmente contratar pilotos e delegar responsabilidades em nome da Halitech Mining. Para ele, só será possível reconstruir Loki, estabilizar Nilus e retomar a Saxônia através da liderança heterogênea das comunidades barnardianas alinhadas ao Consortium. Ingo Valle se envolve pessoalmente, manda os seus melhores agentes para as zonas arriscadas. Os pilotos de Ingo precisam fazer como ele fez há décadas. Primeiro, conhecer bem o espaço com que estão lidando. Segundo, fazer os contatos (e contratos) certos. Finalmente, e mais importante, ficar de olho em possíveis desertores. Ingo se esforça para manter os compromissos firmados pela Halitech com os líderes locais, mas nem sempre consegue. A última inocência mantida por Ingo é a crença em que conflitos como os que acontecem em 61 Cygni não serão resolvidos pela força de comandantes e suas tropas, mas pelo poder da sociedade civil organizada. Desde que essa sociedade seja organizada por ele, de forma claramente desorganizada.

Arcos de Missões

Blitzkrieg bop
Navalha de Ockham
Por quem os silos tocam
Vazamento de Figurões
Viagem insólita


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