Bom, demorou um pouco, mas aqui está a continuação (pode parecer que não) do conto "As Peripécias de Tiger - Mais 15 minutos mãe..."
Desculpem, mas não é tão bom qto a primeira parte...
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Abro so olhos, demora um pouco mas me localizo, estou dentro de uma bullfrog. Olho em volta, é Ísis, insonsa como sempre. Ela me parabeniza pelo sucesso das primeiras missões e pede para procurar uma tal de cidadã Júlia Honoré em Jules Verne.
"Ok, vamos lá, estou cheio de monólogo de uma secretária eletrônica futurista mesmo", penso com os meus, hã, botões (procuro algum no meu uniforme mas não encontro um). Saio de Selene e rumo ao portal que leva a Terra.
Doco em Jules Verne sem problemas, realmente até uma criança poderia fazer isso. Muito fácil também foi encontrar a tal de Júlia Honoré na lista de agentes. Bom, começamos bem, pelo menos é uma mulher de verdade.
- Muito bem, cadete. Bem-vindo a sua nova vida. Nada melhor do que já começar trabalhando, certo? ...
"WTF! Como assim, começar trabalhando?!? Caramelo, essa agente é tão simpática quanto uma porta!", resolvo dar uma volta, procurar outra estação. Ahh sim, vou para Asoka II, ouvi falar que tem um bar famoso lá.
Chegando lá me deparo com uma figura que já vi antes, olho bem e reconheço o agente Richard Boone meio que perdido no bar. Resolvo aborda-lo, já que me parece uma pessoa que pode me falar mais sobre o estranho mundo em que acordei.
- Errr... Senhor Boone??? - me aproximo com uma cara de quem está mais perdido do que ele.
- Pois não? Quem é você? Ahhh me lembrei, você é aquele ressurrecto que teve problemas com a trava do módulo de refrigeração. Que sorte heim rapaz! - ele dá uma risadinha. - Já devo dizer que a culpa não é minha, eu tenho mais interesses em I. As. corrompidas, se é que você me entende.
- I. As. corrompidas, sim, me lembro do senhor comentar algo sobre. Mas, na verdade venho tirar uma dúvida. Sabe como é que é, acabei de acordar e ainda não me acostumei com algumas peculiaridades de vocês, cidadãos do espaço.
Boone me pareceu se divertir com a minha falta de adaptação. Ele dever ver isso todos os dias de um monte de recém ressurrectos desorientados.
- Suponho que você já deva ter falado com a cidadã Honoré. Já fez sua primeira missão para a Patrulha?!?
- Então, era justamente sobre isso que queria conversar... Eu não entendo, o pessoal aqui é meio zureta? Primeiro falo com uma C. A. que mais parece uma secretária eletrônica vitaminada, depois vou falar com essa tal de Júlia e ela age como se fosse uma secretária eletrônica vitaminada com uma simpatia de uma porta.
Boone primeiro me olha com um ar de reprovação. Pega o copo cheio de uma bebida azulada e dá um gole. Volta a olhar para mim, mas agora com um olhar de sabichão.
- Ohhh meu caro ressurecto, não julgue as duas assim. Eu, como cuido também desses assuntos de C.A., I.A. e afins vou te contar uma história e espero que seja esclarecedora. - e dá mais um gole na estranha bebida.
- Bom, a tecnologia andou evoluindo muito nesses 150 anos em que você esteve congelado e conseguimos algo muito esperado pela humanidade, a clonagem. Sim, podemos ser imortais graças a essa tecnologia. Mas nos primórdios da clonagem humana, não sabíamos quais as complicações de transferir a, digamos assim, alma de uma pessoa para um clone.
- Certo, mas, pelo menos na minha época, já havia tecnologia para gravar as memórias das pessoas em dispositivos portáteis. - Indago.
- Uma tecnologia muito primitiva, mas evoluimos ela. Porém o processo precisava ser cuidadosamente executado. Aí que entra a cidadã Honoré. Ela é na verdade um clone da verdadeira ressurecta Júlia Honoré. Sim, isso mesmo, um clone sem memórias, personalidade, sem alma. Cérebro zerado, pronto para ser escrito.
- Hummm Ok, mas e aí, o que aconteceu? - interrompo.
Boone fica meio irritado com a minha impaciência, mas ele prossegue, parece mesmo que ele se diverte com isso.
- Precisávamos de dados confiáveis para comparação, foi quando tivemos a idéia de usarmos a Ísis. Na época ela era considerada um sucesso, a mais brilhante C.A. que conseguimos desenvolver. - dava para ver um certo brilho nos olhos de Boone.
- Ahahahaha! Não creio, estamos falando de duas Ísis diferentes então. - falo cheio de chacota e dúvidas.
- Entenda que se tratava de um experimento para averiguar o procedimento de transferência dos dados de uma pessoa para um clone. E usamos a Ísis nesse processo. Seria interessante vê-la num corpo de carne e osso. Só que a mente humana é incopatível com as instruções de que compõe uma C.A., são abstrações totalmente distintas, mesmo se tratando de um processador positrônico e o experimento foi um fracasso.
Minha expressão de assombro fez com que Boone soltasse uma gargalhada.
- E isso teve conseqüências desastrosas. Ísis entrou em depressão por não superar a falha do experimento e foi remanejada para tarefas que não causasse grandes estragos. Já a cidadã Honoré. Bom, o Consórtium viu uma grande oportunidade de usá-la em propagandas pró-núcleo apesar de sua personalidade insossa.
Boone se segura para não soltar mais uma gargalhada, com certeza a minha cara de espantando devia estar pior. Era muita viajem para minha cabeça.
- Portanto, não estranhe as duas. Foi uma forma que encontramos para não descartá-las. E outra, se quiser sobreviver aqui, terá que falar com a cidadã Honoré, ela te ajudará no seu período de adaptação. - Boone dá uma piscadinha, se despede e sai do bar.
"Bom, então não há outro jeito mesmo". Retorno a Jules Verme para encarar minha primeira missão para Patrulha.
Desculpem, mas não é tão bom qto a primeira parte...
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Abro so olhos, demora um pouco mas me localizo, estou dentro de uma bullfrog. Olho em volta, é Ísis, insonsa como sempre. Ela me parabeniza pelo sucesso das primeiras missões e pede para procurar uma tal de cidadã Júlia Honoré em Jules Verne.
"Ok, vamos lá, estou cheio de monólogo de uma secretária eletrônica futurista mesmo", penso com os meus, hã, botões (procuro algum no meu uniforme mas não encontro um). Saio de Selene e rumo ao portal que leva a Terra.
Doco em Jules Verne sem problemas, realmente até uma criança poderia fazer isso. Muito fácil também foi encontrar a tal de Júlia Honoré na lista de agentes. Bom, começamos bem, pelo menos é uma mulher de verdade.
- Muito bem, cadete. Bem-vindo a sua nova vida. Nada melhor do que já começar trabalhando, certo? ...
"WTF! Como assim, começar trabalhando?!? Caramelo, essa agente é tão simpática quanto uma porta!", resolvo dar uma volta, procurar outra estação. Ahh sim, vou para Asoka II, ouvi falar que tem um bar famoso lá.
Chegando lá me deparo com uma figura que já vi antes, olho bem e reconheço o agente Richard Boone meio que perdido no bar. Resolvo aborda-lo, já que me parece uma pessoa que pode me falar mais sobre o estranho mundo em que acordei.
- Errr... Senhor Boone??? - me aproximo com uma cara de quem está mais perdido do que ele.
- Pois não? Quem é você? Ahhh me lembrei, você é aquele ressurrecto que teve problemas com a trava do módulo de refrigeração. Que sorte heim rapaz! - ele dá uma risadinha. - Já devo dizer que a culpa não é minha, eu tenho mais interesses em I. As. corrompidas, se é que você me entende.
- I. As. corrompidas, sim, me lembro do senhor comentar algo sobre. Mas, na verdade venho tirar uma dúvida. Sabe como é que é, acabei de acordar e ainda não me acostumei com algumas peculiaridades de vocês, cidadãos do espaço.
Boone me pareceu se divertir com a minha falta de adaptação. Ele dever ver isso todos os dias de um monte de recém ressurrectos desorientados.
- Suponho que você já deva ter falado com a cidadã Honoré. Já fez sua primeira missão para a Patrulha?!?
- Então, era justamente sobre isso que queria conversar... Eu não entendo, o pessoal aqui é meio zureta? Primeiro falo com uma C. A. que mais parece uma secretária eletrônica vitaminada, depois vou falar com essa tal de Júlia e ela age como se fosse uma secretária eletrônica vitaminada com uma simpatia de uma porta.
Boone primeiro me olha com um ar de reprovação. Pega o copo cheio de uma bebida azulada e dá um gole. Volta a olhar para mim, mas agora com um olhar de sabichão.
- Ohhh meu caro ressurecto, não julgue as duas assim. Eu, como cuido também desses assuntos de C.A., I.A. e afins vou te contar uma história e espero que seja esclarecedora. - e dá mais um gole na estranha bebida.
- Bom, a tecnologia andou evoluindo muito nesses 150 anos em que você esteve congelado e conseguimos algo muito esperado pela humanidade, a clonagem. Sim, podemos ser imortais graças a essa tecnologia. Mas nos primórdios da clonagem humana, não sabíamos quais as complicações de transferir a, digamos assim, alma de uma pessoa para um clone.
- Certo, mas, pelo menos na minha época, já havia tecnologia para gravar as memórias das pessoas em dispositivos portáteis. - Indago.
- Uma tecnologia muito primitiva, mas evoluimos ela. Porém o processo precisava ser cuidadosamente executado. Aí que entra a cidadã Honoré. Ela é na verdade um clone da verdadeira ressurecta Júlia Honoré. Sim, isso mesmo, um clone sem memórias, personalidade, sem alma. Cérebro zerado, pronto para ser escrito.
- Hummm Ok, mas e aí, o que aconteceu? - interrompo.
Boone fica meio irritado com a minha impaciência, mas ele prossegue, parece mesmo que ele se diverte com isso.
- Precisávamos de dados confiáveis para comparação, foi quando tivemos a idéia de usarmos a Ísis. Na época ela era considerada um sucesso, a mais brilhante C.A. que conseguimos desenvolver. - dava para ver um certo brilho nos olhos de Boone.
- Ahahahaha! Não creio, estamos falando de duas Ísis diferentes então. - falo cheio de chacota e dúvidas.
- Entenda que se tratava de um experimento para averiguar o procedimento de transferência dos dados de uma pessoa para um clone. E usamos a Ísis nesse processo. Seria interessante vê-la num corpo de carne e osso. Só que a mente humana é incopatível com as instruções de que compõe uma C.A., são abstrações totalmente distintas, mesmo se tratando de um processador positrônico e o experimento foi um fracasso.
Minha expressão de assombro fez com que Boone soltasse uma gargalhada.
- E isso teve conseqüências desastrosas. Ísis entrou em depressão por não superar a falha do experimento e foi remanejada para tarefas que não causasse grandes estragos. Já a cidadã Honoré. Bom, o Consórtium viu uma grande oportunidade de usá-la em propagandas pró-núcleo apesar de sua personalidade insossa.
Boone se segura para não soltar mais uma gargalhada, com certeza a minha cara de espantando devia estar pior. Era muita viajem para minha cabeça.
- Portanto, não estranhe as duas. Foi uma forma que encontramos para não descartá-las. E outra, se quiser sobreviver aqui, terá que falar com a cidadã Honoré, ela te ajudará no seu período de adaptação. - Boone dá uma piscadinha, se despede e sai do bar.
"Bom, então não há outro jeito mesmo". Retorno a Jules Verme para encarar minha primeira missão para Patrulha.

